Segurança

Segurança, uma palavra da moda?

Atualmente ouvimos falar de segurança em várias vertentes. Debate-se a segurança mundial, a segurança nas organizações, a segurança na sociedade e até a segurança familiar.
Na verdade, a segurança é considerada uma das necessidades primárias do homem, considerada inclusive em várias teorias da psicologia e célebre na pirâmide de Maslow, apenas superada hierarquicamente por necessidades básicas como alimento, abrigo, etc.
Essas necessidades são o reflexo não apenas no contexto psicológico, como no foro cultural e social.
Considerando essa perspetiva, a noção de segurança tem um valor intangível pelo que deve ser considerada nas várias perspetivas.
Os anglófonos dividem a segurança em Safety e Security, pelo que em português podemos ter dificuldade em dissecar esse termo quando tentamos fazer o estudo e a implementação de medidas de segurança.
Ora vejamos, quando falamos de profissionais de segurança, falamos entre outros, em técnicos de segurança, responsáveis de segurança, delegados de segurança, coordenadores de segurança, diretores de segurança, etc.
Ao analisar os conteúdos funcionais de tais profissionais, assim como a sua formação, experiência e know-how, constatamos que na generalidade dos casos, são profissionais dedicados a uma das áreas da segurança com uma noção vaga de outras áreas, o que leva a crer que não há uma aposta na segurança integrada.
Essa lacuna passa na formação desses profissionais que, apesar de muitas vezes tentar de forma subtil integrar os vários ramos da segurança, não abarca a segurança como um todo, levando a uma grande especialização na área da segurança contra incêndios, na segurança no trabalho, na segurança pública/privada, etc.
Curioso que todos têm como objetivos comuns a segurança de pessoas e bens, no entanto essa segurança é disfuncional se não tiver a capacidade de integração dessas áreas debaixo do mesmo chapéu.
O que se espera de um profissional da segurança? A proteção de pessoas e bens? Não seria importante fazer uma aposta mais rigorosa na verdadeira proteção de pessoas e bens e em tudo o que isso acarreta?
Apesar de todas as organizações falarem sobre segurança, poucas têm uma política genuína de segurança.
No seio de muitas organizações o parecer é de facto mais importante do que o ser. Afinal, a segurança acarreta muita preocupação, muito investimento, não apenas financeiro mas também investimento social e moral.
Para quando uma política organizacional de segurança responsável e inclusiva que permita ter uma segurança real e não apenas utópica?
Segurança, será uma palavra vã que está na moda?...
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